A vida das minhas emoções mudou-se, de origem, para as salas do pensamento, e ali vivi sempre mais amplamente o conhecimento emotivo da vida.
E como o pensamento, quando alberga a emoção, se torna mais exigente que ela, o regime de consciência, em que passei a viver o que sentia, tornava-me mais quotidiana, mais epidérmica, mais titilante a maneira como sentia.
Criei-me eco e abismo, pensando. Multipliquei-me aprofundando-me. O mais pequeno episódio – uma alteração saindo da luz, a queda enrolada de uma folha seca, a pétala que se despega amarelecida, a voz do outro lado do muro ou os passos de quem a diz juntos aos de quem a deve escutar, o portão entreaberto da quinta velha, o pátio abrindo com um arco das casas aglomeradas ao luar – todas estas coisas, que me não pertencem, prendem-me a meditação sensível com laços de ressonância e de saudade. Em cada uma dessas sensações sou outro, renovo-me dolorosamente em cada impressão indefinida. Vivo de impressões que me não pertencem, perdulário de renúncias, outro no modo como sou eu.
Este blog foi criado para abordar principalmente temas relacionados às artes, à filosofia e a viagens.
O sublime
Este blog foi criado para reunir o que de mais sublime se fez nas diversas artes, com ênfase na música, na poesia, na fotografia, e na dança. Sim, listei na ordem de grandeza essas formas de arte. Não, de forma alguma essa ordem é subjetiva. Me irrita profundamente a heresia de se afirmar que tudo é relativo e que tudo é subjetivo, pessoal, questão de gosto, blá, blá, blá argh! Não achou sublime o que foi postado? Estou rezando pela sua cura, rss. Petulante demais, soberbo, convencido, auto-centrado? O blog do Seu Creyssom ou da Vera Loyola estão lhe esperando de braços abertos!! Be Happy, thank you very much indeed!
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